Aquela, como tantas outras, tinha sido mais uma execução, não lhe causava espécie alguma de remorsos, cada vez que P marcava P no rosto das prostitutas ou de algum indigente sentia-se livre! Sentia-se útil! Trabalhava para manter o sistema limpo sem ser pago. Naquela noite, mais uma noite de caça, ou execução como quiserem, dirigiu-se à zona dos bordéis onde as meninas expunham seus corpos semi-nus impregnados de perfume barato perceptível ao longo daquela rua estreita com pouca iluminação. Deteve-se a observar atentamente e houve uma silhueta que lhe chamou a atenção! O que é que esta ninfa está aqui a fazer? Questionou-se. Não tem ar de puta! Veio só fazer uns trocos? Assim que termina a frase, sente um suave toque no ombro que lhe causa calafrios. Por instantes viaja até sua infância, aterra em sua cidade natal e vê um filme a preto e branco passar diante dos seus olhos e parar naquele olhar vindo da sua memória a pedir socorro e afundar-se no rio. Aparece-lhe sem pedir licença! Tremem-lhe as pernas! Quase que desmaia! Oi gato! Não lhe apetece uma cerveja? Está tanto calor! Pergunta-lhe a dona daquele toque perturbador. Pela primeira vez em anos de trabalho sente-se inseguro, desnorteado, confuso e bastante aturdido com aquele simples toque. Já dentro do bar, cerveja na mão! Segunda viajem, esta na espuma daquela estonteante cerveja gelada. Vamos subir! No quarto, ela começa a despir-se enquanto acaricia as pernas de P, subindo até a zona púbica, morde o membro em erecção de P que pela segunda vez se sente desnorteado. Bem vou acabar com isto duma vez! Fecha os olhos agarra no pescoço dela com força pressionando cada vez mais com aquelas mãos musculadas, e de repente abre os olhos por instantes e aquele olhar fita-o na alma, empurra a rapariga para longe de si e atira-se para o chão em prantos. Ela sem saber o que fazer, incrédula com o que tinha acabado de acontecer. Será uma fantasia sexual dele? Atira-se ao chão de imediato, põe a cabeça dele no seu colo, passa-lhe as mãos nos caracóis com ternura enquanto lhe beija a testa. E P chora, chora, berra, quase que grita afogando-se nas próprias lágrimas, soluça compulsivamente. Aquele olhar dá-lhe segurança, sente-se redimido, de volta a casa, vêm-lhe imagens de uma infância com momentos de ternura enquanto sua mãe era viva. A redenção tinha chegado aquele quarto barato foleiro de bordel de esquina. Havia luz naquele inferno. Era a salvação.
Fala comigo amigo, partilha comigo amigo tudo akilo k sabes ser díficil partilhar, então conta-me tudo k eu partilho k o resto do mundo, assumo essa responsabilidade com todo o gosto e prazer...eu conto tudo
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Texto reinventado
Aquela, como tantas outras, tinha sido mais uma execução, não lhe causava espécie alguma de remorsos, cada vez que P marcava P no rosto das prostitutas ou de algum indigente sentia-se livre! Sentia-se útil! Trabalhava para manter o sistema limpo sem ser pago. Naquela noite, mais uma noite de caça, ou execução como quiserem, dirigiu-se à zona dos bordéis onde as meninas expunham seus corpos semi-nus impregnados de perfume barato perceptível ao longo daquela rua estreita com pouca iluminação. Deteve-se a observar atentamente e houve uma silhueta que lhe chamou a atenção! O que é que esta ninfa está aqui a fazer? Questionou-se. Não tem ar de puta! Veio só fazer uns trocos? Assim que termina a frase, sente um suave toque no ombro que lhe causa calafrios. Por instantes viaja até sua infância, aterra em sua cidade natal e vê um filme a preto e branco passar diante dos seus olhos e parar naquele olhar vindo da sua memória a pedir socorro e afundar-se no rio. Aparece-lhe sem pedir licença! Tremem-lhe as pernas! Quase que desmaia! Oi gato! Não lhe apetece uma cerveja? Está tanto calor! Pergunta-lhe a dona daquele toque perturbador. Pela primeira vez em anos de trabalho sente-se inseguro, desnorteado, confuso e bastante aturdido com aquele simples toque. Já dentro do bar, cerveja na mão! Segunda viajem, esta na espuma daquela estonteante cerveja gelada. Vamos subir! No quarto, ela começa a despir-se enquanto acaricia as pernas de P, subindo até a zona púbica, morde o membro em erecção de P que pela segunda vez se sente desnorteado. Bem vou acabar com isto duma vez! Fecha os olhos agarra no pescoço dela com força pressionando cada vez mais com aquelas mãos musculadas, e de repente abre os olhos por instantes e aquele olhar fita-o na alma, empurra a rapariga para longe de si e atira-se para o chão em prantos. Ela sem saber o que fazer, incrédula com o que tinha acabado de acontecer. Será uma fantasia sexual dele? Atira-se ao chão de imediato, põe a cabeça dele no seu colo, passa-lhe as mãos nos caracóis com ternura enquanto lhe beija a testa. E P chora, chora, berra, quase que grita afogando-se nas próprias lágrimas, soluça compulsivamente. Aquele olhar dá-lhe segurança, sente-se redimido, de volta a casa, vêm-lhe imagens de uma infância com momentos de ternura enquanto sua mãe era viva. A redenção tinha chegado aquele quarto barato foleiro de bordel de esquina. Havia luz naquele inferno. Era a salvação.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
MA CACOS
Quando alguém me explicar o porquê do homo sapiens, mais conhecido por ser humano/homem e mais outras designações que por aí pululam, ainda não conseguir utilizar mais do que 10% da sua real capacidade cerebral/mental, pelo menos em potência, e atenção que quem usa os tais 10% já é considerado um “génio”! Eu tenho que ser humilde, eu só queria mesmo conseguir utilizar uns míseros 7%, estou a ser modesto eu sei, mas já davam para os gastos cerebrais. O porquê desta minha inquietação? É simples estou farto de ver tanta estupidez, tanta mediocridade existencial, tanta barbárie social mental e por aí fora. Porra evoluímos tanto, fomos à Lua, estamos no espaço, daqui a pouco já vamos colonizar o próprio espaço, e infelizmente vamos espalhar para outro canto deste sistema solar o lado miserável do ser humano. Eu quero respostas ao porquê de tanto atraso num ser tão avançado! Não passamos de “macacos” inteligentes, com boa aparência, poucos pelos, andamos sob duas patas, vestimo-nos, uns melhor que outros, mas todos vestidos, comemos com talheres, fodemos com preservativos, ouvimos e fazemos música, temos tudo para sermos felizes existencialmente e viver em harmonia com o nosso vizinho, com a nossa família, com a sociedade, com a mãe natureza…Mas não! Só queremos dinheiro, poder e etc, se calhar porque viemos duma mistura superior com outra inferior e por fora assumimos o aspecto superior mas por dentro é só “macacos”.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Arlindo Gomes e Hilário Gomes Alves
Aquela herança, vinte galões de ouro do século XVII, eram falsos, diziam as bocas da vizinhança, tinham passado de geração em geração até a avó de Arlindo e de Hilário Gomes Alves, uma velha corcunda da rotunda de Algés, carcomida pelos anos e anos de apanha de morangos em França. Maria do Céu, esposa de HGA, era uma preta linda, daqueles lábios carnudos, e rechonchuda que nem uma botija de gás, bebia aguardente com toda a sede do mundo e surrava Hilário porque este não dava conta do recado nas noites de cio. Hilário não era baixinho, era cambuta, meia cuca, quando entrava no botequim da Rua das Flores pedia meio bagaço se faz favor e meio copo de água. Como se aquela mistura lhe trouxesse salvação e altura! Pois não trouxe! Ai se tivesse pedido um cálice inteiro! Talvez não se safe! Do que ouvimos contar na Praça de Algés! Não se falou doutra coisa durante um mês! Ai minha nossa se vocês tivessem visto o facalhão do menino Arlindo! Ai que horror! Quase que matava o primo! Mas é melhor assim sabe? Mais vale ferido pelo primo que morto na cama.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Música da Periferia
Gosto de música, música para o corpo, música para a alma, música, música e mais música. Sem ela morro, definho, desapareço, entro em estado de decomposição espiritual! É a minha amante mais antiga, a mais fiel de todas, a melhor! Não temos razões de queixa um do outro, ela vive sem mim, o contrário é impossível! Feitas as apresentações, vamos ao que interessa, vamos falar de “música da periferia”, e eu pergunto-vos a mim próprio, que estória é esta de “música da periferia”, e não me vou armar em teórico da música, coisa que não sou, sou só um amante, como já vos tinha dito, portanto nego-me a entrar em campos epistemológicos e apresentar-vos uma definição de música, todos nós sentimos “penso eu de que”, mas o que é a periferia? Consultei um oráculo, o wikipedia, e diz-me o seguinte: “ (…) num sentido genérico, quer dizer "tudo o que está ao redor". O termo é bastante utilizado em termos de geografia para designar toda a área urbana que está ao redor do centro urbano (…)” e o mesmo oráculo continua a definição e a entrar em mais pormenores, e o saber como dizem não ocupa lugar, ele diz-me que no Brasil periferia é sinonimo de subúrbios, zonas suburbanas associadas a classes mais desfavorecidas economicamente. E que nos States, periferia/subúrbio é exactamente o contrário, e vocês não imaginam o meu espanto quando descubro que nas terras do tio Sam, quem vive na periferia/subúrbio é a população de classe média/alta, enquanto os de renda baixa ou sem renda p**** nenhuma vivem nos centros das cidades, nos ghettos. Agora parei para pensar alto e digo, essa gente vive enclausurada dentro dos ghettos e a volta é só gente rica protegida por um “cordão virtual”, não me admira nada a violência social e racial que existe nos States. Atenção não estou a reduzir a razões geográficas os problemas económicos e raciais que existem nos EUA, isso deixo para os investigadores e académicos. Agora o próximo passo é pegar na concepção que temos de música (cada um de nós sente a música de uma forma muito intima) e associar a definição de periferia que o oráculo nos deu, e qual é o resultado de música da periferia? Música da periferia é aquela produzida pelos excluídos, pelos marginalizados do sistema capitalista global de consumo, produzida com os meios técnicos oriundos dos países capitalistas que no circuito de consumo eles não pertencem, vivem e existem ao lado deste sistema, mas consomem a tecnologia do capital. Reparem numa coisa, o conceito “periferia” em termos económicos ficou do legado político que é o terceiro mundo, ou seja a tal de Guerra Fria já acabou há vinte anos, mas ficamos com o conceito em cima das cabeças, interessante não? Neste contexto, a música da periferia é aquela que é produzida pelas zonas do globo antes consideradas economicamente como pertencendo ao Terceiro Mundo, e creio que o primeiro “grito” da periferia foi o reggae, (se estiver errado por favor corrijam-me, estamos aqui para aprender!) através do Bob Marley. E actualmente? O que vem da periferia para o centro? Vem tudo o que é novo e criativo, tudo! Para mim o ocidente esgotou a sua capacidade de criar e inventar novos estilos musicais, somente de recriar e reinventar À partir de modelos já existentes. Actualmente tudo ou quase tudo que se ouve na cena nocturna nas principais capitais da Europa ocidental tem um toque da periferia. Vejamos da América Latina, mais concretamente do Brasil, é exportado (e já teve o seu ponto máximo de consumo) o baile funk (http://pt.wikipedia.org/wiki/Funk_carioca), directamente da favela, do ghettos, de zonas de exclusão social e económica, sai um produto cultural e económico para o homo europeus/americanus consumir, é que este tem um especial apetite por de toda a casta de produtos exóticos provenientes da periferia, desde o mulherio às drogas passando pela música. A história não para mas é cíclica, agora lembrei-me que há quinhentos anos quando cá vinham (a periferia) buscar escravos e N produtos para satisfazer hábitos de consumo da sua burguesia, nobreza e realeza, Nos dias que correm vêm cá buscar outras “produtos” para outros consumidores, mas a lógica do sistema é a mesma! Da África, mais concretamente de Angola vem o Kuduro (http://en.wikipedia.org/wiki/Kuduro). Não o vou comparar ao baile funk, mas existem certas semelhanças entre os dois estilos. Do Caribe vem o ragga (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ragga) e o dancehall, da India directamente para a noite Londrina vem o Punjabi moderno, produzido por emigrantes indianos radicados em Londres, e com influências do R & B e do Hip Hop. Quero sublinhar que estes géneros de música, para além de serem manifestações culturais de classe, são um grito de revolta, são armas de combate, para além da carga sexual que transportam consigo. Passo a explicar, essas “batidas” como muito boa gente classifica o kuduro ou o baile funk, surgem da periferia/subúrbios de grandes centros urbanos para consumo local imediato, e também como forma de “cantar” o dia-a-dia, de fazer crítica e sátira social. Até aqui tudo bem, é consumido aonde é produzido, quem consome é quem produz, cultura de subsistência! Agora o cenário muda de figura quando estes géneros saem do seu “micromundo” para outro mundo, para a “mesa” do burguês, da classe média. Quando acabam por ser exportados para o exterior. Resumindo dão o “salto”, tornam-se produtos de consumo da classe média ocidental, mas passando primeiro por um processo de retoque. Estes estilos já começam a ser produzidos fora dos locais de origem, já sofreram o processo de apropriação musical por parte de produtores e dj´s ocidentais (http://www.guardian.co.uk/music/2009/jan/24/popandrock-worldmusic) que os divulgam e ganham uma outra roupagem, ganham uma voz, um tempo de antena! O ritmo mantém-se o mesmo, as adaptações são mais ao nível de melhorias técnicas no som final porque o novo consumidor já não é o habitante dos ghettos, o novo consumidor é cosmopolita, é de uma cidade grande na Europa ou nos Estados Unidos, é educado, tem dinheiro, tem posses…os músicos que fazem a sua divulgação e comercializações são outros, já não são os produtores originais, estes passam para notas de rodapé como criadores do género, quem lucra de verdade, porque estes discos por incrível que pareça têm muita saída no ocidente, são os novos actores (dj´s + produtores ocidentais) quem os recria, divulga e recolhe os respectivos dividendos financeiros. Os Buraka Som Sistema (http://www.myspace.com/burakasomsistema) são um bom exemplo do sucesso nas pistas de dança e comercial da recriação do estilo kuduro e o Dj Diplo é um bom exemplo para o Baile Funk (http://en.wikipedia.org/wiki/Diplo_(DJ).
quinta-feira, 16 de abril de 2009
"Sem Kompromissu"
Esta múzika k vou partilhar konvosco foi escrita p um "grande" kompositor, tão krande k o kabrão ainda n konseguiu ninguém p kantar, é em krioulo, poix é alguns podem dizer:f****** este gajo vem-me paki k múzikas em krioulo e o keralhu e bla bla bla...epah azar palguns, mas tb j existe dicionário em krioulo...amanhem-se...kulpa ék adi meu!!
aki vai
"Minina txiga li pam flau um kuza!

kuza doxi kin tem pam flau!
um kuza sem kompromissu:
djam kreu
sem dispirdiçiu txeu
n´krê konsumiu!
ku tudu direitos e enkargus!
çima um kapitalista djam krê komeu!
ma bô minina doxe ka krem! (2X)
kel kuza forte pa dau!(2x)
dja bu dam ku stangu! é bô minina(2x)
Bu xpulçam di bu vida moda um katxor
ma tudu nôs tem sê sexta fêra
aH minina djam krê bejau
n´skeçi man ka podi debe amau
a bô kê ka di meu!
bu ka di ninguém!
bu ka konxi donu
ma mi bu katxor
a bô nha dona
ki ka krem nem pintadu
refrão
Muntu menos doradu!
moda kês moeda kim dau kél dia na paragi di taxi
bu sanam faxi!
bu abri bu bu lampia na bu mundu makabru
dexam mi ku nhas dimónius!
n´krê só odiau!
ma koraçon ka dexam! ka permitim! ka libertam!
pamodi n´ta amau çima cega ta ama bengala!
refrão
kel amor pa bô sta fudidu!
derretidu na fundidju di nha petu1
fudidu çima kel último amor barra sexu ki nu fazi xintidu agarradu na kumpanheru lapidu na rotxa di sentimentus!!
ka se faz ka se paga!
ku nha amor n´ta lançau um praga!
dja bu dam ku stangu minina...(2x)
djam krê bejau...(2X)"
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